Vejo as pessoas sendo coisificadas,
Pelos repúdios da sociedade,
Seu perfume impregna minha alma,
Volupiando deliciosamente imagens retorcidas,
Que trazem a tona mensagens subliminares.
Pobres mortais,
Que deliciam-se dos prazeres carnais,
E cometem erros inexoráveis,
E alegam ser normais,
Prendendo-se nas loucuras mais doces,
Futilidades banais.
Presos em seus carros,
Respirando poluição,
Infectando a alma,
Apodrecendo seus pulmões.
Cavam buracos,
Onde um dia serão enterrados,
Mortos, trucidados!
Por suas próprias escavações,
Pelejando por tecnologias,
Utilizando a mente,
Enquanto o capitalismo domina,
Com sua sangrenta mão fria.
Constroem casulos,
E permanecem em suas instalações,
Sem perceber que se atiram,
E se trancam...
Em suas próprias armadilhas em 3 dimensões.
O valor do mundo moderno
É não ter valor algum,
É fazer planos e não concluir-los,
É esvair-se em ganância,
É ter olhos vazados,
Pela beleza do dinheiro.
Estes homens
Acabam-se tornando em “coisas”,
Bonecos nas mãos dos que condenam o futuro,
Se não tomam atitudes injustas,
Permanecem falhos,
Objetivados a criar muros e castelos
Invisíveis,
Permanecem sendo coisas... Divisíveis.
Autora: M. Rocha

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