Veja ali ao seu lado,
Os vestígios de uma pessoa
Que caminha ao relento,
Faminta...
Veja!
Não vende os olhos pra realidade,
Encare de peito aberto
Dê na fome um tiro incerto.
Há pessoas passando fome,
E não está tão longe,
Está aqui,
Impregnado nos laços,
Entregue as traças,
A misericórdia que nunca vêm
A ajuda que não se retêm.
O governo que nunca vê a solução,
A esperar com barriga e coração,
Pela força que nunca virá,
Brasil, terra maravilhosa,
Essa gente sofre ardilosa!
Esse povo quer comida,
Está cansado de tantas feridas!
Brasil!
Chega de ver nossas crianças ao relento,
Pegar traços imundos jogados pelo vento,
Em montantes de lixos,
Tratados como bichos,
Onde está a escola?
Onde está o futuro?
Chega de egoísmo,
De ficar em cima do muro!
Estamos tão longe,
Porém nem tão distante,
Nossa história retrocede
Pelas desigualdades,
Tem gente em sua porta
Pedindo-te comida,
Não vire-lhe as costas,
Nem saia em desmedida.
Olhe esses traços no chão,
Deixe-se invadir pela compaixão,
Faça orgulho de si,
Ajude o próximo,
Faça valer o que bate em seu peito...
Seu coração!
M. Rocha

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