sábado, 21 de janeiro de 2012

Regurgitar de um ninho.



Tenho nojo dessa lama em meus pés,
Esse cabeçalho de idéias que descem até as ralés,
Essa vontade de regurgitar ao pensar,
Que de onde estou pior não pode ficar.

Gritar! Não posso gritar!
Queria somente me afastar disso tudo,
Essa lama fétida chamada “amor”,
Esse rancor disfarçado que clama de dor.
São prantos, que o ancião sábio não enxerga,
São falsidades pronunciadas em tamanhas tabelas.

Acordo no chão,
Tapo mais uma vez meus olhos para o perdão,
Não, não quero mais tuas mentiras,
Nem tuas vãs filosofias,
És hipócrita como aquilo que cultivas,
Podre por dentro, cheira mal!
Tenho nojo de tua fisionomia de animal.

Não percebes?
Sou grande graças a tua falsidade,
Sou perante tua figura, celebridade.
Tua irresponsabilidade constitui-me animalesca,
 Tua presença transborda-me apatia,
Um grande abraço em minha família,
Que sempre deixou-me confortável em minha solidão.

M. Rocha

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