sábado, 21 de janeiro de 2012

Cotidiano Imperfeito


Acordo...
Da noite me recordo,
Componho...
Do frio me recomponho.

Mas um dia... Para se fingir,
Mais uma pessoa para atingir,
Coloco o pó que mascara,
As marcas de tristeza,
Dou bom dia à falsidade,
E sento-me a mesa.

Abro os braços,
Cá estou de volta aos embaraços,
Olhando o céu sem respostas,
Da pergunta que não fiz
Em frente à porta!

O dia é corrido,
Cheio de perturbações,
Muito ódio guardado,
Em pequenos e cegos corações.

Os sorrisos amarelos,
Que se estalam no rosto azedo,
A ficção de terror,
Correspondido pelo medo.

Já é tarde...
E ainda não consegui voltar,
Pro fundo da minha alma,
Onde desejo repousar.

Ainda não contemplei
Sorrisos sinceros,
Amigos verdadeiros,
Por quem sempre espero.

O dia finda...
A noite vem sem pudor,
Deliberando a alma,
Tirando-lhe a dor.

Fecho os olhos,
Descanso em meu leito,
Mais um dia se foi,
Em meu cotidiano imperfeito!

Autora: M. Rocha

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