sábado, 21 de janeiro de 2012

Ah, o amor.



Ser de minhas inspirações mais profundas,
Tiras-me do profundo da alma,
Põe-me a amar-te,
Com um simples beijo posso calar-te,
Fazer-te de escravo e meus anseios,
Fazer-te parte de minhas loucuras e devaneios.


Amor de ser inconstante,
Tão impávido em sua essência,
Em presença tão distante,
Olho as margens do rio procurar-te,
Não acho-te em homem algum,
Não posso a outro amar,
Somente a ti e tua presença efêmera,
Somente tuas palavras em noite serena.


És muso de minhas poesias mais profundas,
Navegando em mar obscuro,
De águas nebulosas,
Deixo entregar-me ao amor,
Que deixa-me descoberta,
Á pensar noites e noites,
Entre as janelas descobertas,
Pensando em tua presença,
Que não tive o prazer de pertencer,
Esperando a chance de dizer,
O quanto quero você.


Tu... Que és mais que companheiro,
És amigo,
És verdadeiro...
És ser de meu grande apreço,
Amizade esta que não poderia ser comprada,
Por nenhum preço,
Que somente a divida da eternidade,
Poderia saldar,
Por que espero com fascínio,
Quando quiser me amar.


Não há distância... Nem impedimento,
Não há força... Nem julgamento,
Não há ódio... Nem rancor,
Não há luxúria nem dor,
Só há o mais puro e vívido sentimento,
O mais simples e cristalino
Alguns o chamam de amor.                                                        

Autora: M. Rocha.

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