Muitas pessoas,
Nenhum espaço,
Muitos soluços,
Nenhum abraço.
O ódio consome,
A beleza se come,
O belo é cultivado,
O feio é mutilado.
A razão enche o coração
De soberba,
A agonia toma conta do pudor,
Esquecem-se das suas vidas,
Matam o amor!
Esquecem-se dos carinhos,
Atiram-se em espinhos,
Machucam as rosas,
Sangram seus caminhos.
Agonizam o ser,
Sufocam o viver,
Prendem-se ao passado,
Atiram-se no frio desolado.
Muitos fazem isto,
E até sem perceber,
Muitos apenas repetem,
Por ter imenso prazer!
Mútuos!
Em silêncios gritantes!
Peitos cálidos que gritam verdades,
Caladas e bravejantes!
Sim!Muitos
Não poucos!
Disfarçam a maldade,
Mas não sendo tolos!
Não compreendem
O sentido de assim ser,
Somente levam aos pedaços,
Essa maneira errônea de viver!
Autora: M. Rocha

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