sábado, 21 de janeiro de 2012

Musa da sensualidade



Passando em meio á seus sonhos,
Viu ela... O que lhe tornou risonho,
Tão linda, intocada, sensual,
Noites de luar,
Á pentear seus cabelos,
Seus olhos refletiam em água,
Como o de doces espelhos.


Passou por ele,
Uma escultura divina,
Via em si pobre fraco,
Da alma masculina,
O perfume que exalava
De seu doce e despido corpo,
Deixava-o sem voz,
Num tom aos poucos rouco.


Olhou lhe fixamente,
Explodindo seus esboços perfeitos,
Cobrindo por todo rosto,
Aquele seu riso sem jeito,
Assim daquela forma,
Linda e sensual,
Brilhara mais que púrpuras
Em noite de carnaval.


De repente o sonho se foi,
Tão linda e sensual,
Viu que era então ilusão,
Das que teve sem igual,
Percebeu sua realidade,
Doce e fria,
Queria rever sua momentânea musa,
Antes que queimasse em porfia.


Seu coração que ardia em desejo
Por possuir seu bem de sedução
Palpitava todo seu ser,
Excitava seu coração,
Mas a linda musa se foi,
Deixando-o perplexo...
Caindo desiludido no chão.

Autora: M. Rocha

Nenhum comentário:

Postar um comentário