Seus corpos não os mesmos
Os beijos os mais estranhos,
Casal improvável: Ela morta, ele sanguinário.
Um tempo que se esgota entre os dedos,
Um amor que se brota entre os medos,
Ela morta e fria, sente o cheiro do seu amado.
Ele semi-imortal onde a noite geme-lhe arrepios.
Uma valsa de amor,
Onde os corpos mortos e semi-vivo dançam,
Entrelaçam pensamentos e desejos,
Matam de inveja os humanos em segredos,
Ela entreolha seu amado para possuir sua alma,
Ele olhou-a com sorrisos a mastigar seu pescoço com calma.
Um amor improvável,
A beleza morta de uma zumbi,
Seu coração enegrecido a ele entregou,
Cortando-lhe a garganta o impetuoso vampiro
Agradeceu de bom tom.
Apaixonados em uma valsa interminável,
Ora desejam fagocitar um ao outro,
Oras os corpos perplexos não mais falam,
Apenas agem pelos instintos que os guiam,
Moldados pela sedução que se seguia.
Adorável tempo em um castelo assombrado,
Corpos suados de amor e prazer,
Ela entregou-se com sensualidade ao seu querer,
Ele tomou por suas mãos frias e mortas,
Decifrando cada tom de seu corpo,
Uma taça de vinho fresco para relaxar,
Um pouco de carne humana para sua amada se alimentar.
Ao passo que se passa em dias ensolarados,
A amada espera ansiosa pelas noites,
Seu amado desperta com fome de açoites,
Caçam e velejam pelo luar,
Ele protege-a com sua vida semi-morta,
Ela ama-lhe com seu olhar,
Amor improvável, em um tom indecifrável,
Valsam pela noite fazendo dos mortais seus escravos.
M. Rocha