quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Olhos de Absinto.



Dentro de mim...
Eu sinto...
Olhe em meus olhos...
E sinta minha fúria.

Sinta o calor do meu ódio,
A força do meu pensamento,
A dor com que sangro,
Todo meu sofrimento.

Sempre a mesma dor,
Sempre as mesmas flores cálidas,
Sempre a preocupação falsa,
Sempre meu semblante pálido.

Queres sentir o que sinto?
Vou te expressar,
Num toque de veneno aveludado,
De um vidro verde de Absinto.

Olhe em meus olhos,
E sinta minha dor,
O sangue corre devagar,
Fez-me desacreditar no seu amor.

Não tenho pena,
Olhe em meu rosto,
Tens medo de ver a verdade?
Um dia quebrarei seu mundo!
Tirarei dele as verdades.

O que eu sou para ti?
Sou importante ao menos um pouco?
Por que me tratas assim?
Matar-te-ei mais uma vez...
... Tirar-te-ei desse sufoco!

M. Rocha.

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