quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Felina mulher.



Completamente anestesiada,
Extasiada, numa cor louca... Desvairada.
Infinitamente excitada.
Com idéias revolucionárias.

Compreendendo meus sentidos,
Ascendendo meus instintos,
Sacrificando meus inimigos,
Servindo-os em um altar de prata.

Deitando-me sobre a mata,
Doce animal de quatro patas,
Instinto e cheiro assassino,
Badalando como sinos,
Da impetuosa fêmea, louca a desvairar.

Nadando no escuro,
Nos arrepios do frio chão duro,
Dentes com sangue,
A garota selvagem que os rangem,
Em meio a poesias e miragens,
Desaparece como sombra nas serragens.

Sou tão tua quando deseja-me...
E me visto nessa pele com cheiro de libido,
Para que sintas meus carinhos,
E me entrego como felina manhosa,
Sou o fogo puro da paixão... Completamente fogosa.

O fogo que me acalenta sobe meu corpo nu,
Dançamos lentamente,
Beija-me ardentemente,
E laçamos os olhos numa tórrida noite de amor,
Testemunhada pelo luar.

M. Rocha

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