quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Doce manipulação.


Por mais que avisem-me
E tentem tirar-me do local designado,
Olho meus medos com olhos cerrados,
Todos os sorrisos que insisto em percorrer,
Não impedem minha tristeza,
Chorar ao ser obrigada a viver.

Insisto em não acreditar,
Nas mentiras que parecem-me ser tão reais,
Luta-se por causas "justas",
Mas não seguem seus ideais.
Mas o que farei sem ter-lo?
O que digo as minhas ilusões?
O que farei quando perder-lo?
Podemos enganar nossos corações?

Somos vencedores de nossas perdas,
Criamos multidões para aplaudir-nos,
O sorriso vil que cobre meu sangue,
E a discórdia que fora plantada como semente,
Tecem ilusões límpidas,
Armam com rosas suas doces correntes,
Manipulam com sorrisos nossas mentes.

M. Rocha.

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