sexta-feira, 29 de julho de 2011

Madrugada Confusa

 
O tempo escorreu-se dentre
Meus dedos confusos,
É tarde, e o frio da madrugada me congela,
O coração bate em tons mágicos,

Minha mão derrete-se ao escrever tal poesia sincera.
Dias negros aproximam-se de meus pensamentos
E não tenho certeza de ser tocada pelo vento.
É tarde, não posso dormir.
Quero ver teu rosto antes de partir.
Partir de mim... Partir de ti, simplesmente ir.

O dia tão longo, arrasta-se preguiçosamente.
Não tiro você de meu seio, pensamentos, e mente.
Só você toma conta de meu ser palpitante,
Somente você a todo instante,
Passeia dentre as batidas do meu coração,
Ilude e brinca com minha mente em meio a confusão.

É tarde, e meus olhos não fecham,
São lágrimas que caem desesperadas,
Das noites de estrelas que não correm em disparada.
Estudos das mãos que escorregam no cabelo,
São coisas sem sentido que correm em espelhos,

Não posso deitar-me sem você dentro de mim.
Dentro de meu olhar,
Preciso partir de mim. Para enfim te encontrar.
Preciso fugir de minhas loucuras,
Para poder assim por fim, TE AMAR.

M. Rocha.

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