sábado, 30 de julho de 2011

Um delicioso prato frio.


Oh, Deliciosamente eu posso sentir,
O gosto agri-doce em minha boca sedenta,
Posso encostar os dedos nos lábios carnudos,
E apenas sentir...
Escorrer sobre meus olhos vagos,
A deliciosa vingança que está por vir.
Posso sentir, Posso tocá-la...
Aproveitando cada segundo de excitação,
Somos monstros de nossa própria nação.

Meu corpo se contorce dentre sonhos,
São loucuras que minha mente cria,
Somos magia alucinada de corpos  a dançar,
Eu sou a noiva nefasta,
Que vai te matar,
São humilhações, Decorridas dentre anos,
São tristezas costuradas por lágrimas em planos,
Oh! Eu posso sentir,
Minha linda vingança está por vir.

Mordendo os lábios que ardem em chamas,
Sorriso malicioso, Jogada na cama,
Saltos em cima como em um sapateado,
São danças de comemorações,
Êxito em cada teatro,
Vou mostrar-te a doce menina,
Vou mostrar-te quem mora dentro dela: Felina.
A loba faminta que caça seu medo,
Vou ignorar seu terror com desprezo.

Somos eu e você,
Somos minha fúria, e seu corpo fraco em minhas unhas,
Somos eu e sua carne em minha faca gananciosa,
Somos e e sua medonha face explendorosa,
Agora, somos eu, você... E seu medo.
Descobri todos os seus segredos,
De um diário que nunca existiu.
Você é meu, de uma ilusão morta,
Atravessando tortas, portas.
Minha vingança é ter sua alma,
Em punho de minha lança.
Minha vingança é ter sua fraqueza.
Revelada a mim, em forma de dança.

M. Rocha

Retrato da tristeza.

Letras, ajudem-me... Soem como pássaros,
Mostrem-me a aurora que outorga teu sorriso,
Mostrem-me as letras que desenham o paraíso.
Em doces linhas de passos profundos,
Descobrindo amores, e pesadelos deste mundo.
Uma profunda dor que afoga m'alma,
Quando eu simplesmente for de mim,
Lembre-se um dia que fui sua.

Quando acenar as mãos em sinal de adeus,
Lembre-se de quando minhas mãos foram suas,
E juntos brincamos e trilhamos muitos carinhos,
Lembre-se de nossos beijos,
Quando minha boca a outro pertencer,
Um dia ela foi sua, e você não soube beijá-la,
Como deveria.
Não fez-me o direito de a ti pertencer.

Todos os dias, em repleta falta de atenção,
Esperei ansiosa pelas migalhas de teu coração,
E se eu somente juntar as mãos e esperar teu momento,
Eu sinto dentro de mim,
Um dia você vai se arrepender,
E meu coração a ti não irá pertencer,
Nos braços de outro, até podes me ver,
Lembre-se que um dia, fizemos amor até o amanhecer.

Em sinal de adeus, Encerrando minha prece,
Peço a Deus, que a dor em meu peito cesse.
E que minhas palpitações, dêem lugar ao sorriso,
Espero que um dia, as letras guiem-me ao paraíso,
Pois o gosto do inferno de teu desprezo,
Hoje experimento. E para isto não há eterno preço.
M' alma precisa de calma, calor, amor... Alento.

Meu doce sonhar


Meu raio de sol, como poderia te definir...
Quero o brilho de teus olhos antes que eu possa partir...
Quero o calor de teus braços junto a mim,
Quero o gosto de teus lábios, vermelhos tal carmim.
Seu corpo moreno que ilude meus olhos,
Fogo que emana de meu ilusório.


Ah! Seu amor, sua vida, seu amar...
Dê-me sua alma, sua força, seu desejar.
Quero entregar-me aos teus delírios,
Quero navegar em um mar de límpidos lírios,
Vi plumas esvoaçantes, dentre teus lábios dançantes,
Eram nossas sombras, enamoradas em nosso luar.


Assim, adentrando dentre sonhos loucos,
Éramos eu e você, cantando em tom rouco,
Éramos a lua e nosso amar, éramos a nossa vida a ensaiar,
Flores insólitas das cores imperfeitas,
Amores ilusórias de frutas que permeiam,
Penetram a vida dentre meus dedos,
Penetram teu amor, que afaga-me do medo.


Quero contigo traçar os mais loucos caminhos,
Quero que tires de meu coração todos os espinhos,
E contigo, somente morrer de amar,
Entregar-me ao teu doce desejar...
Ao doce ressoar de nossas mãos, entrelaçadas,
Adentrando em nossa noite de sol enluarada.

M. Rocha

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Madrugada Confusa

 
O tempo escorreu-se dentre
Meus dedos confusos,
É tarde, e o frio da madrugada me congela,
O coração bate em tons mágicos,

Minha mão derrete-se ao escrever tal poesia sincera.
Dias negros aproximam-se de meus pensamentos
E não tenho certeza de ser tocada pelo vento.
É tarde, não posso dormir.
Quero ver teu rosto antes de partir.
Partir de mim... Partir de ti, simplesmente ir.

O dia tão longo, arrasta-se preguiçosamente.
Não tiro você de meu seio, pensamentos, e mente.
Só você toma conta de meu ser palpitante,
Somente você a todo instante,
Passeia dentre as batidas do meu coração,
Ilude e brinca com minha mente em meio a confusão.

É tarde, e meus olhos não fecham,
São lágrimas que caem desesperadas,
Das noites de estrelas que não correm em disparada.
Estudos das mãos que escorregam no cabelo,
São coisas sem sentido que correm em espelhos,

Não posso deitar-me sem você dentro de mim.
Dentro de meu olhar,
Preciso partir de mim. Para enfim te encontrar.
Preciso fugir de minhas loucuras,
Para poder assim por fim, TE AMAR.

M. Rocha.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dependente de ti.

Não sejas egoísta,
Não pense somente em ti,
Meu corpo se torce, e contorce em movimentos,
Que indicam a palavra dependência.
Dependência de ti, e teus carinhos,
Dependência de teu calor e afago,
Dependência de pertencer aos teus abraços.


Talvez você não perceba,
Mas com todos seus defeitos, Eu preciso de você.
Seu rosto está tatuado em minha mente.
Deixe-me sempre que puder,
Um abraço, e um beijo gostoso.
Para que dele eu prove, quando a saudade me machucar.
Não fuja de mim,
Ou de meu doce soluçar.

Não fujas de mim,
Nem dos meus pensamentos.
Seja meu! Do meu corpo, do meu coração....
Seja meu, Sou tua por completo,
Da tua boca, e emoção,
Tua de alma,
Tua de amor,
Tua para sempre,
Tua pela eternidade,
Tua do amanhã ao anoitecer,
Tua nas fraquezas e vaidades,
Porém sempre tua, Até que o mundo se acabe.
E minha alma transformada em pó evapore,
Ainda sim serei tua,
Na eternidade de teus pensamentos.

M. Rocha

Noite.

 
Ó doce lua, doces desejos, doce amar,
Ó impétua vida, Impávido sonho, reflexos de um luar.
Noite que banha os seios de uma flor,
Virgem e casta em melodias do amor,
Sonhos que transformam-se em fogo,
Misturam-se ao sangue de meu doce pulsar.

Coração que bate aflito,
De horror, ecoam gritos que nunca imaginei escultar,
A noite aflora sorrisos, Malícias e delírios,
Dos quais anseio provar,
Na noite sensual, a loba desperta à caçar...
Saciando sua sede de sangue,
Matando a fome da relva, em se deliciar.

O chão molhado, indicam as gotas que a chuva deixou,
O sorriso de dor encharcado,
Mostram as lágrimas que o rosto derramou,
Depois que esta noite passar...
O lua entrega-se ao sol, para de prazer tornar,
Com volupia e paixão, Amam-se até a noite findar.

Autora: M. Rocha.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fome e sede de ti.

 
Tenho fome, tenho sede...
Fome de teu corpo,
Sede de teu sabor,
Ah! que vontade,
De comer tua carne com meu olhar,
Devorar com vorácidade tua pele macia,
Enrroscar-me em teus cabelos,
Saborear-te com minha boca fria,
E fagocitar tua alma com meus beijos,
Cortar-te com meus dentes cheios de desejos.

Doce vontade que me consome,
Invade e devora por dentro,
Anseia teu corpo, tua pele, pertencer a ti,
Ser tua e de ti alimentar-me,
Sem nunca cansar-me,
Uma loba louca pronta para caçar,
Sem nunca desistir de minha presa,
Persistindo dominar-te pela cabeça.

Anseio beber de teu gosto,
O sabor que derramas em meu rosto,
Que queima em porfia minha face incendiada,
Engoles minha vida,
E em minha alma fazes morada,
Bebo incansávelmente de tua fonte de prazer,
Vivo exctasiada, tornando a te pertencer,
Provarei de cada milímetro de teu corpo,
Amaremo-nos até amanhecer.

M. Rocha

Senhora dos desejos.

Passos lentos,
Ela vem comendo o vento
Com seu vestido vermelho voluptuoso,
Suas curvas embebedam a noite,
Com o vinho que escorre de sua boca,
Afagado com a língua que passeia,
Pronta para obedecer seus desejos,
Ela poderia morder a taça,
Que a mesma derretiria-se em beijos.


Seus saltos, e coxas caminham devagar,
Ouvindo o som dos passos,
Ele pôs-se a observar,
Era linda, como era... Tinha a pureza de Era,
A deusa da guerra estava em seus olhos,
A esposa de zeus, estava em seu olhar...
Alguém olhava-na, e disto ela sabia,
Rebolando seu corpo repleto de curvas,
Ao perceber excitações,
Sarcásticamente sorria,
Deixando à mostra, boca e dentes em perfeição.
Era propriamente um vulção em erupção!


A noite brilhava-lhe os cabelos,
Perfumados com aroma de mil rosas,
Seu cheiro era forte e amadeirado,
Algo nunca visto, Ou comparado,
Somente sentido, e elevado...
Era como se tivesse uma poção
Para deixar a todos semi-embebedados.


Apenas notava os sorrisos,
Pequenas piscadelas estivacam no canto do olhar,
Pequenas mordidas na boca vermelha,
Deixava ás vezes escapar...
Era a deusa do luar,
E tinha mil estrelas em seu seio ardente,
Tinha a perfeição no olhar,
Era tóxica, sensual, voluptuosa, fervorosa,
Nada aparente como aquela flor fogosa...


Não tinha conversas,
Sua vida era repleta de ações,
Não tinha amores, porém, provocara milhares
De paixões,
Nunca conhecia o amor,
Mas, deixava a todos loucos por si.
Fazia homens perder a cabeça.
Ou perdê-la para dentro de si.

M. Rocha

domingo, 17 de julho de 2011

A porta dos Sonhos.



Por onde passei, Loucuras contemplei...
Eram caminhos tortuosos, loucos e grossos,
Do qual nunca cruzei,
Talvez por incerteza, nunca ousei,
Talvez por vergonha, nunca enfrentei.

Agora era diferente,
Embalada por astúcia, e ambição,
Percorri tal caminho,
Devorarando com apreciação,
As pernas lânguidas corriam,
Devorando aquele chão.

Eram morcegos nefastos,
E alguns zumbis medonhos,
Eram monstros terríveis,
Todos frutos de um sonho,
Do qual nunca sai,
Do qual nunca entrei.
Embora possa afirmar, :Eu sei!
Eram monstros humanos abominaveis.

Vi uma porta, era negra e torta,
Ousei me aproximar, encantava-me ao olhar,
Não toquei-a... Ela estava a me tocar,
A maçaneta envolveu-se dentre meus dedos gélidos,
Atravessei a porta com o coração a pulsar,
Entrei, e vi algo que não pude acreditar.

Autora: Mimy Rocha.