quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mil motivos


Como se eu pudesse...
E só pudesse... Em meio ao nada,
Ser chamada de tudo,
E ao me compartilhar, 
Nessa eterna partilha de não partilhar...
Me partilho em mil pedaços,
E me dissolvo em mil quebrantos,
Tais reações são versos 
E não simplesmente cantos.

Eu sou um nada,
Perto do tudo,
Eu sou a dor...
No calor do escuro.

Eu preciso sobreviver, 
Sim! Eu vou sobreviver,
Talvez por amá-lo,
É que eu me dissolvo,
E me envolvo de novo,
Nestas mil luas de um luar.

Mil setas dos ventos,
A rosa louca do tempo...
...Morreu...
De tanto insistir em amar.

Passo tempos desenhando o amor em cor,
Rastreando a beleza do perfume em amor,
És o gesto da vida em pura emoção,
És o lírico da rosa que desbota em um coração.






 M. Rocha


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