segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dama Viajante.

"Foi assim...
Quando a vi pela segunda vez,
Riscou-se de mim sua imagem pequena,
Resplandeceu seu lindo rosto ao entardecer,
Ela me tomou por seus braços,
Prendeu-me em seus abraços,
E finalmente morri em seus beijos de cor amena.

Lentamente morri naquele momento,
Como balão elegante de oxigênio,
A voar pelo tempo,
Carregando sua armadura graciosa,
Sendo sugado e cuspido pelo vento,
Em rumores e polvorosa.

Minha... Por poucos minutos,
Foi o suficiente para meus lábios,
Rasgarem sorrisos,
Ela me deu sua mão e me levou para dentro,
Do seu paraíso,
Seu corpo ardia em chamas,
Amei-a cada segundo, entrando pela manhã,
Quando percebi, nada vi,
Havia me deixado em um fúnebre partir.

Ela me tinha, e mais ninguém,
Mal percebi quando se afastou,
Sendo levada pelo trem,
O lenço doce e perfumado,
Que minha dama tinha como refém,
Soltou-se de sua mão, 
Levou consigo meu coração,
E a eternidade de meus sonhos em pulsão".

M. Rocha

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