"Hoje tenho por mim,
Só quero mergulhar no teu rio de marfim,
Somente quero me entregar sem pudores,
Sem medo, ou prazer devedor,
Somente quero ser tua,
E tua serei eternamente enquanto mergulhar...
Nesse teu rio ardente,
E enquanto não me acalmar,
Viverei debatendo as pernas,
Buscando te encontrar.
Sim, deixa-me mergulhar,
Preciso sentir teu gosto... Gosto de amar,
Preciso sentir a vida em do teu mar,
Preciso penetrar no fundo dos teu olhos,
Então olhar para frente e me amar,
Para que eu possa ser tua... Tua, e do teu ar!
Deixa-me mergulhar, eu preciso te sentir,
Envolva-me dentro de ti,
E derruba-me em um só golpe,
Me afoga, me esnoba, me envolve.
De tanto mergulhar...
Conheço teu néctar saboroso,
Oh, por fim provar tua carne macia, em ventos sedosos,
Onde o mar salgado me come em prantos,
Amor que me deixastes sem vida,
Fria e desiludida,
Observando a chuva passar,
Em um doce ressoar,
Com pensamentos sobre o mar,
Onde podemos nos amar,
Seremos eu, tu, e o sonhar".
M. Rocha

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