segunda-feira, 25 de abril de 2011

Triste Nostalgia.


"Todos os dias ouço a mesma canção,
Embaladas pela mesma lágrima em nexo de acomoção,
Do que mais sinto falta? Do coração nefelibata,
Que me suprime em delírios,
Levanta-me da cama em suspiros,
Dos quais afogo pesadelos que não posso acordar.

Lembras da moçidade?
A eterna vaidade, o doce rebelar das moças,
Em papel de conquista... Exuberantes em revistas,
Mal podia-se contar com a maquiagem,
Que queimavam em vaidade,
No fogo da percepção, éramos a força em ação.

Hoje com recordações saudosas,
Avantes e magestosas, 
Aquela música eloquente traga meu caminho,
Já não posso segurar as lágrimas,
Sentada a beira do destino, 
Onde envelheço, e amadureço olhando o tempo,
Onde vamos parar?
Na vida não há onde se chegar.

As histórias que minhas mãos calejadas contam,
São marcas do que nunca se foi, 
A tristeza de ser abandonada,
Em saber que um dia lhe dei a vida
E agora desfilho tristemente,
Relembrando com lágrimas sobre o tricô,
O passado que é presente no que me restou.
 
Aqui... Sozinha... Eu e meu passado.
De mãos dadas ao destino,
Quebrando as asas do meu sonho de passarinho,
Que já não pode mais voar...
Esperando a morte... O tempo passar,
Sempre na angústia de esperar por esperar...
Pois já não sou o que era,
Nem posso mudar o que sou,
Já é tarde, muito tarde... O passado é o que restou".

M. Rocha



Aquilo... O amor.

"Aquilo que me alimenta a alma, 
De rara calma, que me consome... 
Me detona e me desenvolve em loucura,
"Aquilo" Se chama amor. 

Não sei quando veio, 
E nem ao certo o porquê, 
Não entendo por quê me tomas,
Sem ver, ou crer,
Só entendo aos poucos, 
Com gritos roucos,
Aquilo me cura, e me atura...
Desenvolve a loucura, e me pertuba em amar.

Tenho em mim desespero,
Vento nos cabelos, um doce ressoar,
Tenho em mim veneno no canto da boca,
Assopro palavras tolas,
E anuncio O AMAR...
Aquilo me consome, me enlouquece e desenvolve.
Me encolhe...
Como se eu já não tivesse sentido,
Me estraga, desenvolve moínhos,
Me faz chorar.

Em sentidos coloquiais, ou termos formais,
Pensamentos banais,
Aquilo me espreme contra o muro,
Me derruba no absurdo...
"Aquilo" repito, Meu caro... É amar".


M . Rocha

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mergulhar em ti.



"Hoje tenho por mim,
Só quero mergulhar no teu rio de marfim,
Somente quero me entregar sem pudores,
Sem medo, ou prazer devedor,
Somente quero ser tua, 
E tua serei eternamente enquanto mergulhar...
Nesse teu rio ardente,
E enquanto não me acalmar,
Viverei debatendo as pernas,
Buscando te encontrar.

Sim, deixa-me mergulhar, 
Preciso sentir teu gosto... Gosto de amar,
Preciso sentir a vida em do teu mar,
Preciso penetrar no fundo dos teu olhos,
Então olhar para frente e me amar,
Para que eu possa ser tua... Tua, e do teu ar!
Deixa-me mergulhar, eu preciso te sentir,
Envolva-me dentro de ti,
E derruba-me em um só golpe,
Me afoga, me esnoba, me envolve.

De tanto mergulhar... 
Conheço teu néctar saboroso, 
Oh, por fim provar tua carne macia, em ventos sedosos,
Onde o mar salgado me come em prantos,
Amor que me deixastes sem vida, 
Fria e desiludida,
Observando a chuva passar,
Em um doce ressoar,
Com pensamentos sobre o mar,
Onde podemos nos amar,
Seremos eu, tu, e o sonhar".



M. Rocha

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Juventude, ira, poder!

"Mil vezes a mesma coisa, 
São mil vezes a mesma estória,
São palhaços rindo e negociando
Nossos sorrisos com a escória.

Degladiando pensamentos,
Pensamentos em resolução,
São mil sexos em debate,
Na história da "EVOLUÇÃO".

QUEM entende afinal?
O confronto... Batalha MORTAL,
Linhas traçam, o pensamento traçado,
Juntos abraçados, morrem de dor...

Morrendo de amor,
Arrancando-lhe a dor,
São lágrimas de horror,
Que escorrem em um peito... Sem solução.

Somos a eterna CONTRADIÇÃO!
O sim, o talvez e o não.
Gritando, e implorando perdão...
Algo que possa ser mudado em contra-mão.

Fazemos dos dias da semana
Canais passados,
E defloramos o dia que insiste em passar,
Somos o gozo, a juventude...
O doce sabor de se REBELAR".
M. Rocha.