terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cemitério dos pensamentos.



É difícil sair, quando a alma padece
Em um corpo repleto de pecados,
São dores e passado, entrando em contradição.
Arrumando os pedaços de uma dor que se corta
Não se corta mais só, sangra-se em deposição.

Entrando no mundo das almas,
Estranhado uma rara calma,
É intrigante se conhecer,
Passando noites em claro, ela adormeceu
Tentando se compreender.

Ela não pode entender a morte,
Nem como a mesma lança seus dados de sorte,
Escolhendo esgueirada quem mutilar,
Em meio a corações despedaçados,
Surtiu um efeito desejado,
Planos desfeitos de um mundo imperfeito.

A percepção da vida em todos os seus mistérios,
Ressurgem da aurora em desespero,
Nascem da sombra que a noite deixou,
Quebram-se com a ilusão que a dor passou.

O amor em muitos soa como a vida,
Em outros, entretanto apenas paixão,
No coração que brada e chora,
Resta apenas mais uma canção,
Ela apenas entendeu por fim,
Que aquilo tudo era apenas uma grande inspiração.


M. Rocha.

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