Quando fiz planos,
Bati em tua porta com meus prantos,
Chorei em teus braços, pedi perdão,
Contemplei tua imagem estática, caí no chão.
O que eu mais queria,
Era ouvir de tua boca fria,
De fadas e outrora magia,
Afagar-me dentro do teu corpo nu.
Saia dessa figura,
Abraça-me com ternura,
Entregue-se ao meu corpo,
Num solo de sons vazio e rouco,
Valseamos a altura do amor.
Quero teu beijo molhado,
Teu corpo suado,
A maciez de tua pele marrom,
Quero tua boca cor de mel,
Teus olhos cor do céu,
Faremos de nossos corpos o próprio tom.
M. Rocha.

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