quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Amável Desconhecido.


Vens a mim como sonho,
Em sons amantes, alegres, risonhos,
Teu corpo revela a mim sua beleza,
És diferente de tudo o que tive contato,
És ser supremo de amores em quatro atos.


És um prefácio de alienígena,
Alguém não identificado,
Queimas minha boca com teu beijo ácido,
Derrete meu corpo com teus abraços.


Quero te sentir,
Quero pertencer,
Quero ser tua,
Desejo teu amanhecer.
De mãos dadas meu desconhecido,
Até o começo de nossa história
Que se chama entardecer.

M. Rocha

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Simples ladrilhos

Eu tenho papéis rasgados,
E um pouco de areia,
Tenho água em meus olhos,
Sangue em meu coração que incendeia,
Tenho asas e planos,
Não tenho a força de um piano,
Dedilhei a canção até dormir,
Tenho uma ideia,
Tenho uma solução,
Tenho sua vida que está em minhas mãos,
Eu sei das letras,
Sou humana, 
Tenho uma carne que apodrece,
Meu corpo padece,
Peço perdão.

M. Rocha

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A magia do teu corpo

Quando fiz planos,
Bati em tua porta com meus prantos,
Chorei em teus braços, pedi perdão,
Contemplei tua imagem estática, caí no chão.

O que eu mais queria,
Era ouvir de tua boca fria,
De fadas e outrora magia,
Afagar-me dentro do teu corpo nu.

Saia dessa figura,
Abraça-me com ternura,
Entregue-se ao meu corpo,
Num solo de sons vazio e rouco,
Valseamos a altura do amor.

Quero teu beijo molhado,
Teu corpo suado,
A maciez de tua pele marrom,
Quero tua boca cor de mel,
Teus olhos cor do céu,
Faremos de nossos corpos o próprio tom.

M. Rocha.

Verdades que ninguém vê.


Posso sentir... 
O ódio em meus olhos,
Meu corpo partir...

A melodia entope meus ouvidos,
Enlouquece meus sentidos,
Posso gritar, posso sentir,
Meu ódio grita por liberdade,
Precisa sair!

Sinto tua mão, tão falsa quanto papel,
Sinto a penumbra, nesse quarto de hotel,
Está vivo dentro de mim!
Coisas obscuras em seu espaço de marfim,
Algumas pessoas são podres por dentro,
E porcas em seu sentido,
Frias, impetuosas, isoladas, martir do seu destino.

Se a falsidade acabar,
Sobrará somente suas cascas secas,
Seus ossos semi-quebrados,
Bocas sujas de pronuncias mentirosas,
Egoísmo em seu pescoço degolado,
Se nada mais interessa,
Olhai por dentro da fresta da porta,
Encontre as suas resposta,
A felicidade não mais existe. Está MORTA.

M. Rocha

Menina do amar.



Posso respirar,
Solta-me do papel,
Liberta-me da brancura,
Mancha-me com tuas cores,
Tuas tintas e tuas dores,
Colore minha face com teu amor,
Tire de minha boca o seu amavel dom.


Lembro da minha imagem em tua janela,
Sinto notas a tocar,
Minha poesia do fundo do teu olhar,
Posso sentir teu corpo deslisar em meus dedos,
Sinto minha face se encolher de medo,
Posso me encontrar em ti,
Te enchergo, te encolho, me molho,
Desenhas meu coração... Eu te escolho.


Quero mais, mais de teu sentimento,
Quero ser de tua casa o cimento que te molda,
Quero ser de tua cabeça o pensamento mais obtuso,
O olhar mais escuso,
Quero tua sensualidade felina,
Doce menina, venha me amar.
M. Rocha